Este é um espaço para discussão e informação sobre educação em suas diversas modalidades.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Escovação e Mastigação (Material complementar Curso Brava)

“Se você não escovar os dentes direito, o bichinho vai fazer um buraco neles.” Desde cedo, os pais contam histórias como essa para mostrar a importância de cuidar da saúde bucal. Com toda razão, já que prevenção é a palavra de ordem para quem busca um sorriso perfeito. E ela começa desde bebê (salvo enquanto ele mamar exclusivamente no peito, já que o leite protege a região bucal contra bactérias), com a limpeza da gengiva.
A escova certa
Até os 6 meses, o mais indicado é fazer a limpeza da boca  com gaze ou fralda de tecido seca ou umedecida com água filtrada. Aí, basta massagear a gengiva suavemente. 
Depois do primeiro semestre de vida, existem modelos específicos de escova para cada faixa etária, basta checar a indicação na embalagem. A quantidade de cerdas, que sempre devem ser macias, e o tamanho da cabeça vão evoluindo de acordo com o aparecimento dos dentes. E lembre-se de que a escova deve ser trocada mensalmente ou sempre que estiver em mau estado (com as cerdas muito abertas, por exemplo).
A quantidade de pasta
Na hora de usar o creme dental, prefira os infantis, com sabor e concentração de flúor próprios para crianças. O produto para adultos não é proibido (exceto os formulados para clareamento ou combate à sensibilidade – problema que não costuma sugir entre os pequenos mas, se acontecer, deve ser tratado no consultório). Coloque o equivalente à metade de um grão de arroz cru para bebês com até oito dentes da frente. Se a criança já tiver os do fundo, dobre a porção. Por volta de 2 a 3 anos, quando ela já souber cuspir, o parâmetro será um grão de ervilha. A partir dos 5 anos, aumente a quantidade gradualmente.
A importância do fio dental
O fio deve ser usado diariamente (ou pelo menos em dias alternados). E, por falar em frequência, a escovação também precisa ser regular. No caso dos bebês, ela deve ser realizada apenas duas vezes: uma pela manhã e outra à noite. Após o primeiro ano, a rotina alimentar já estará mais definida. Aí, será necessário fazer a higiene bucal três vezes ao dia, sempre depois das refeições. Já os enxaguantes bucais só devem ser utilizados com orientação de um especialista e a partir dos 6 anos.
Como escovar
Aprenda o passo a passo para uma escovação completa:
1. Com a escova paralela à linha da gengiva, faça, durante dez segundos, movimentos circulares em grupos de quatro dentes.
2. Em seguida, as cerdas devem deslizar da gengiva para a ponta dos dentes, inclusive na superfície interna deles.
3. Escove os dentes do fundo com movimentos de vai e vem (trenzinho).
4. Por fim, passe a escova nas bochechas e na língua, pois ali ficam bactérias capazes de causar mau hálito.
Fonte: Revista Crescer
Assista ao vídeo:

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Alimentação Infantil Saudável – Material Complementar (Curso Brava)

A alimentação saudável é de extrema importância para o crescimento, desenvolvimento e saúde de todos os seres.  Os hábitos alimentares inadequados proporcionam problemas de saúde imediatos e a longo prazo. Entender como as preferências alimentares são adquiridas é infinitamente relevante para uma interferência eficaz, no sentido de melhorar a qualidade da alimentação infantil.

Passos para uma vida saudável:

Passo 1 - Dar somente leite materno até os 6 meses, sem oferecer água, chás ou qualquer outro alimento.
Passo 2 - Ao completar 6 meses, introduzir de forma lenta e gradual outros alimentos, mantendo o leite materno até os dois anos de idade ou mais.
Passo 3 - Ao completar 6 meses, dar alimentos complementares (cereais, tubérculos, carnes, leguminosas, frutas e legumes) três vezes ao dia, se a criança estiver em aleitamento materno.
Passo 4 - A alimentação complementar deve ser oferecida de acordo com os horários de refeição da família, em intervalos regulares e de forma a respeitar o apetite da criança.
Passo 5 - A alimentação complementar deve ser espessa desde o início e oferecida de colher; iniciar com a consistência pastosa (papas/purês) e, gradativamente, aumentar a consistência até chegar à alimentação da família.
Passo 6 - Oferecer à criança diferentes alimentos ao dia. Uma alimentação variada é uma alimentação colorida.
Passo 7 - Estimular o consumo diário de frutas, verduras e legumes nas Refeições.
Passo 8 - Evitar açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e outras guloseimas, nos primeiros anos de vida. Usar sal com moderação.
Passo 9 - Cuidar da higiene no preparo e manuseio dos alimentos; garantir o seu armazenamento e conservação adequados.
Passo 10 - Estimular a criança doente e convalescente a se alimentar, oferecendo sua alimentação habitual e seus alimentos preferidos, respeitando a sua aceitação.

Assista ao vídeo:


Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Dez passos para uma alimentação saudável: guia alimentar para crianças menores de dois anos : um guia para o profissional da saúde na atenção básica / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – 2. ed. – Brasília: Ministério da Saúde, 2010.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Skinner e a escola tecnicista (Complemento Curso Brava)

SKINNER

Burrhus Frederic Skinner nasceu em 20 de março de 1904 na cidade de Susquehanna na Pensilvânia. Graduou-se em Psicologia em 1930 e terminou seu doutorado em 1931. Trabalhou na Universidade de Minesota e quando ingressou em Harvard influenciou toda uma geração de estudantes. Morreu em 1990, vítima de leucemia.
Skinner baseou suas teorias na análise das condutas observáveis. Dividiu o processo de aprendizagem em respostas operantes e estímulos de reforço, o que o levou a desenvolver técnicas de modificação de conduta na sala de aula. Trabalhou sobre a conduta em termos de reforços positivos (recompensas) contra reforços negativos (castigos).

Princípios:
1.    Comportamento que é positivamente reforçado vai acontecer novamente. Reforço intermitente é particularmente efetivo.
2.     As informações devem ser apresentadas em pequenas quantidades, para que as respostas sejam reforçadas ("moldagem").
3.     Reforços vão generalizar, lado a lado, estímulos similares (generalização de estímulo) produzindo condicionamento secundário.

Principais Tipos de Reforços:

1. POSITIVO: todo estímulo que quando está presente aumente a probabilidade de que se produza uma conduta. 
2. NEGATIVO: todo estímulo aversivo que ao ser retirado aumenta a probabilidade de que se produza a conduta. 
3. EXTINÇÃO: a qual se apresenta quando um estímulo que previamente reforçava a conduta deixa de atuar. 
4. CASTIGO: igual ao da extinção funciona para reduzir a conduta.

Contrariamente ao que se pensa o reforço negativo não é punição, mas sim a remoção de um evento punitivo; enquanto o reforço aumenta um comportamento, a punição o diminui.   Nos usos que propôs para suas conclusões científicas — em especial na educação —, Skinner pregou a eficiência do reforço positivo, sendo, em princípio, contrário a punições e esquemas repressivos, sugeria que o uso das recompensas e reforços positivos da conduta correta era mais atrativo do ponto de vista social e pedagogicamente eficaz.


quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Uso das Mídias na Educação (Vídeo complementar nº1/Brava cursos)


          A  Internet, as redes, o celular, a multimídia estão revolucionando nossa vida no cotidiano. Cada vez resolvemos mais problemasconectados, a distância. Na educação, porém, sempre colocamos dificuldades para a mudança, sempre achamos justificativas para a inércia ou vamos mudando mais os equipamentos do que os procedimentos. A educação de milhões de pessoas não pode ser mantida na prisão, na asfixia e na monotonia em que se encontra. Está muito engessada, previsível, cansativa.
As tecnologias são apoio, meios. Mas elas nos permitem realizar atividades de aprendizagem de formas diferentes às de antes. Podemos aprender estando em juntos em lugares distantes, sem precisamos estar sempre juntos numa sala para que isso aconteça.
Muitos expressam seu receio de que o virtual e as atividades a distância sejam um pretexto para baixar o nível de ensino, para aligeirar a aprendizagem. Tudo depende de como for feito. A qualidade não acontece só por estarmos juntos num mesmo lugar, mas por estabelecermos ações que facilitem a aprendizagem. A escola continua sendo uma referência importante. Ir até ela ajuda a definir uma situação oficial de aprendiz, a conhecer outros colegas, a aprender a conviver. Mas, pela inércia diante de tantas mudanças sociais, ela está se convertendo em um lugar de confinamento, retrógrado e pouco estimulante.
O conviver virtual vai tornar-se quase tão importante como o conviver presencial. A escola precisa de uma sacudida, de um choque, de arejamento. Isso se consegue com uma gestão administrativa e pedagógica mais flexível, com tempos e espaços menos predeterminados, com modos de acesso a pesquisa e de desenvolvimento de atividades mais dinâmicas.
Passando pelos corredores das salas das universidades, o que se vê é quase sempre uma pessoa falando e uma classe cheia de alunos semi-atentos (na melhor das hipóteses). A infra-estrutura é deprimente. Salas barulhentas, a voz do professor mal chega aos que estão mais distantes. Conseguir um datashow na maioria delas é uma tarefa inglória. Muitas vezes existe um único equipamento para um prédio inteiro.
É hora de partir para soluções mais adequadas para o aluno de hoje. Os adultos mantemos o status quo, em nome da qualidade, mas na verdade nos apavoramos diante da mudança, do risco do fracasso. Mas o fracasso não está bem na nossa frente? Quantos alunos iriam a nossas aulas se não fossem obrigados? Há maior fracasso do que este?
A escola pode ser um espaço de inovação, de experimentação saudável de novos caminhos. Não precisamos romper com tudo, mas implementar mudanças e supervisioná-las com equilíbrio e maturidade.
Manter o currículo e as normas, tal como estão, na prática é insustentável. As secretarias de educação precisam ser mais proativas e incentivar mudanças, flexibilização, criatividade.

Professores, alunos e administradores podem avançar muito mais em organizar currículos mais flexíveis, aulas diferentes. A rotina, a repetição, a previsibilidade é uma arma letal para a aprendizagem. A monotonia da repetição esteriliza a motivação dos alunos.

São muitos os recursos a nossa disposição para aprender e para ensinar. A chegada da Internet, dos programas que gerenciam grupos e possibilitam a publicação de materiais estão trazendo possibilidades inimagináveis vinte anos atrás. A resposta dada até agora ainda é muito tímida, deixada a critério de cada professor, sem uma política institucional mais ousada, corajosa, incentivadora de mudanças. Está mais do que na hora de evoluir, modificar nossas propostas, aprender fazendo.

O sistema bimodal – parte presencial e parte a distância - se mostra o mais promissor para os alunos da quinta série em diante. Reunir-nos em uma sala e reunir-nos através de uma rede são os caminhos da educação em todos os níveis, com diferentes ênfases. As crianças precisam ficar muito mais tempo juntas do que conectadas. Mas à medida que vão crescendo, o nível de interação a distância deve aumentar progressivamente.

Hoje obrigamos os alunos a ir a um local para aprender. Em determinados momentos isso é um contra-senso. O importante é que gostem de aprendem de várias formas, motivados, utilizando as potencialidades de estar juntos e de estar em rede. Os alunos gostam da comunicação online, da pesquisa instantânea, de tudo o que acontece just in time, naquele momento. As salas de aula precisam estar equipadas com acesso a Internet para mostrar rapidamente o resultado de uma pesquisa em tempo real na sala. Os alunos necessitam de mais laboratórios conectados, principalmente os mais carentes, sem esse acesso em casa. Para alunos com acesso a Internet é possível realizar uma parte do processo de aprendizagem a distância/conectados. E os alunos sem esse acesso poderiam fazer essas mesmas atividades nos laboratórios.

Todos os que estamos envolvidos em educação precisamos conversar, planejar e executar ações pedagógicas inovadoras, com a devida cautela, aos poucos, mas firmes e sinalizando mudanças. Sempre haverá professores que não querem mudar, mas uma grande parte deles está esperando novos caminhos, o que vale a pena fazer. Se não os experimentamos, como vamos a aprender?

Não basta tentar remendos com as atuais tecnologias. Temos quer fazer muitas coisas diferentemente. É hora de mudar de verdade e vale a pena fazê-lo logo, chamando os que estão dispostos, incentivando-os de todas as formas – entre elas a financeira – dando tempo para que as experiências se consolidem e avaliando com equilíbrio o que está dando certo. Precisamos trocar experiências, propostas, resultados.
Autor: José Manuel Moran
Extraído de:http://www.eca.usp.br/prof/moran/educatec.htm

quarta-feira, 21 de março de 2012

Abandone sete mitos sobre a Síndrome de Down

Autora: Letícia Gonçalves



Com uma dose a mais de cuidados especiais e carinho, quem tem Síndrome de Down pode ter uma vida marcada por grandes conquistas. Ilka irá se casar em dezembro, Leonardo é campeão de natação e Thiago está divulgando um livro em Nova York. Todos apresentam a terceira cópia do cromossomo 21, característica da síndrome, mas possuem muita autonomia por serem estimulados desde pequenos.

"Quanto mais cedo for iniciado um trabalho de estímulo e aprendizagem, maior a independência das pessoas com Down", afirma o geneticista e pediatra Zan Mustacchi, diretor do Centro de Estudos e Pesquisas Clínicas de São Paulo (CEPEC-SP). No Dia Internacional da Síndrome de Down, 21 de março, derrube mitos sobre essa alteração genética e conheça exemplos de superação que confirmam a fala dos especialistas.
 
Mito: a criança com Down só pode estudar em uma escola especial

O geneticista Zan recomenda exatamente o oposto: a família deve colocar o filho em uma escola comum. "Com o incentivo da aceitação dessa criança dentro da sala de aula, tanto ela quanto os colegas crescem acostumados às diferenças e derrubam barreiras de preconceito presentes na sociedade", afirma o profissional.

A psicóloga clínica e psicopedagoga Fabiana Diniz, da Unimed Paulistana, conta que a pessoa com a síndrome pode ter um retardo mental que vai do leve ao moderado, mas isso não a impede de se desenvolver cognitivamente. "Além da intervenção precoce na aprendizagem, é preciso carinho e estímulo por parte da família, terapias e tratamento medicinal quando necessário, além de incentivo à brincadeiras com jogos educativos", diz a especialista.

Mito: atividades físicas estão proibidas, somente a fisioterapia é liberada

Quem tem Down pode - e deve - praticar exercício físico, mas é preciso passar por uma avaliação médica antes e preferir atividades de baixo impacto. "A alteração genética pode causar problemas no coração, espaçamento da coluna vertebral e redução da força muscular", afirma a educadora física Natália Mônaco, do Instituto Olga Kos, que atende na cidade de São Paulo crianças, jovens e adultos com Síndrome de Down.

Leonardo Hasegava, 19 anos, apresentou grandes melhoras de força, flexibilidade, equilíbrio e agilidade por praticar Taekwondo no Olga Kos. A mãe, Marisa, conta orgulhosa que ele fez a sua primeira apresentação sozinho ano passado. "Em um ano de prática, ele já consegue chutar bem com a direita, mesmo sendo canhoto, e aprendeu a fazer um salto com dois pés juntos, algo de difícil coordenação", comenta.

Já o Leonardo Ferrari, 18 anos, de Jundiaí-SP, destacou-se na natação: ficou em primeiro lugar classificação no Brasil para disputar a Special Olympcs 2011, na Grécia, que é a versão das olimpíadas para pessoas com deficiência intelectual. "Colocamos o Léo na natação aos oito anos de idade por causa da tendência maior a engordar e do sistema respiratório mais frágil, comum em quem tem a síndrome, e ele teve resultados muito além do esperado", afirma a mãe Berenice.

Mito: a Síndrome de Down bloqueia o amadurecimento

Essa crença já foi defendida por alguns especialistas do passado, mas hoje não passa de um grande mito. Thiago Rodrigues, de 25 anos, serve como prova: é auxiliar administrativo de uma empresa de agronegócio e está em Nova York para divulgar um manual de acessibilidade para pessoas com deficiência intelectual, que escreveu junto com colegas que também possuem Síndrome de Down. "Viajar para fora do país era um dos meus maiores sonhos, mas ainda tenho muitos outros, como voltar a estudar pra fazer faculdade de ciência da computação", afirma o jovem.

A geneticista Fabíola Monteiro, da APAE de São Paulo, afirma é possível chegar a um desenvolvimento como o de Thiago com estímulo precoce e acompanhamento de profissionais, que pode envolver desde fisioterapia e fonoaudiologia até exames periódicos com um cardiologista. "É importante agir quando o cérebro ainda está em formação, para fazer com que a criança forme o máximo de conexões possíveis", afirma.

Mito: casais com a síndrome não podem ter filhos

O geneticista Zan explica que um casal pode ter filhos mesmo que ambos tenham Síndrome de Down. "A principal diferença é que as chances de o filho também apresentar a alteração genética são maiores: 80% se os dois tiverem Down e 50% se apenas um do casal tiver", diz. Em pessoas que não apresentam a síndrome, a chance de a criança nascer com o cromossomo a mais é de um para cada 700 pessoas.

Ilka Farrath, de 33 anos, está muito feliz ao escolher o vestido que irá usar para se casar com Artur Grassi - os dois possuem síndrome de Down e se conheceram quando ainda eram adolescentes na APAE de São Paulo. "A correria pra ver DJ, filmagem, decoração e outras coisas é grande, mas não deixo de fazer pilates duas vezes por semana para melhorar o alongamento e conseguir emagrecer até dezembro, quando será o casamento", afirma.

Mito: quem tem Down precisa sempre de um cuidador 24 horas por dia
 
A geneticista Fabíola afirma que a pessoa com a síndrome geralmente precisa de algum tipo de supervisão, mas não significa superproteção a todo o momento. "Dependendo do estímulo e das características pessoais, é possível ter uma vida mais independente", conta.

Thiago vive com a mãe, mas garante que tem muita autonomia: "Acordo cedo todo dia, troco de roupa, escovo os dentes, pego trem e ônibus até o trabalho e faço muitas outras coisas", afirma. A mãe de Leonardo, campeão de natação, também conta que ele viajou sozinho com a delegação para disputar as olimpíadas na Grécia. "Foi uma prova do quanto ele consegue ser independente, já que eu e meu marido só fomos para lá depois e não podíamos tirá-lo da vila olímpica", conta.

Mito: há diferentes graus de Síndrome de Down

A presença do cromossomo 21 extra é a mesma em todos os casos - não há graus. "A diferença entre uma pessoa e outra está nas oportunidades que cada uma tem de ser estimulada e nas características individuais que possui", comenta o geneticista Zan. É por isso que, como reforça a psicóloga Fabiana, é essencial um estímulo desde a infância. "Depende muito do grau de comprometimento da família para que o portador da síndrome possa enfrentar seus próprios medos e desafios e, dessa forma, levar uma vida normal, cercada de direitos e deveres como qualquer cidadão", comenta.

Ilka, que tem a síndrome e está prestes a se casar, é um exemplo do estímulo precoce: teve um atendimento de profissionais da APAE de São Paulo desde que tinha dois anos e oito meses. "Costumo dizer que lá é a minha segunda casa, já que também contribuiu para que hoje eu possa trabalhar, viajar e planejar o meu casamento", diz.

Mito: o cromossomo extra da síndrome vem apenas da mãe

"Nem sempre a cópia extra do cromossomo 21 vem da mãe, pode vir do pai também", afirma a geneticista Fabíola. Mas é verdade que, a partir dos 35 anos de idade da mulher, os riscos de o acidente genético acontecer são cada vez maiores. Zan Mustacchi explica que a mulher tem todos os óvulos formados dentro de si desde quando ainda é bebê, diferente do homem que produz espermatozoides a cada 72 horas desde a puberdade. "Ao longo dos anos, os óvulos também vão envelhecendo, o que pode aumentar o risco de ocorrerem alterações genéticas na formação do feto", diz o geneticista.


Existe limite para pessoas com Síndrome de Down?




Extraído de: http://msn.minhavida.com.br/conteudo/14912-abandone-sete-mitos-sobre-a-sindrome-de-down.htm

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Leitura na creche, desde o berçário


LEITURA NO BERÇÁRIO

              Gestos, olhares, choro,balbucio, palavras, ruídos, canções, risadas, deslocamento pelo chão fazem parte do cotidiano do berçário, possibilitam a interação e a convivência entre crianças e adultos. As crianças estabelecem contato com seus pares, tocam-se, movimentam-se, engatinham,manipulam objetos e advertem seus interlocutores por meio de choro quando têm fome, nos momentos em que querem colo, em que necessitam de espaço para se locomoverem, entre outras situações.
         Ao entrarmos em salas de berçário, percebemos as diferentes manifestações das crianças,que dizem  respeito à comunicação que as mesmas procuram estabelecer com os adultos e seus pares.
         Sabendo que o desenvolvimento da linguagem oral encontra-se diretamente relacionado à qualidade da interação que as crianças estabelecem com o adulto e o meio em que vivem, somos desafiados, enquanto professores de Educação Infantil, a conhecermos e a interagirmos com o universo da pequena infância, realizando leituras de histórias e também possibilitando o contato físico delas com os livros, enquanto objeto a ser manipulado.
         Nessa perspectiva de compreensão da leitura enquanto proposta viável e produtiva a ser desenvolvida, desde os primeiros meses de vida, Rizzoli – coordenadora pedagógica da rede pública de Educação Infantil da cidade de Bolonha (norte da Itália) – destaca que: Ouvir histórias tem uma importância muito grande para a criança, pois faz com que ela se sinta importante, sinta que alguma coisa está sendo feita especialmente para ela”.Para a autora, a arte de contar histórias é uma característica muito antiga do ser humano, que possibilita o estabelecimento de empatia entre os indivíduos e a percepção dos sentimentos do interlocutor.
         O bebê, ao escutar a voz do adulto, a entonação da leitura, a conversa estabelecida no momento em que a leitura está ocorrendo e o olhar de quem lê a história, passa a estabelecer um vínculo muito produtivo com ele, pois percebe que o mesmo está lhe dedicando um momento especial.Tal proposição, referente à importância da sugestão de trabalho envolvendo a leitura em turmas de berçário, reafirma-se nos estudos desenvolvidos por Goldschmied e Jackson, quando as autoras evidenciam que as crianças desde de muito cedo adoram ouvir histórias, mesmo que ainda não entendam completamente seus significados.
         Dessa forma, este texto, que aborda a preparação do ambiente para leitura de histórias e as propostas de leitura no berçário, pretende elucidar a importância de possibilitarmos o contato dos bebês com a leitura, além de apresentar dinâmicas que podem ser realizadas em salas de berçário.

 Preparação do ambiente

Preparar um ambiente acolhedor para o momento de leitura de histórias e de contato das crianças com os livros é extremamente importante, pois desse modo o professor irá demonstrar o valor atribuído à leitura e ao momento planejado para a realização da mesma.Nesse sentido, inicia-se o trabalho pela preparação do local em que as crianças irão ficar durante a realização da leitura, forrando as paredes com colchonetes, preparando o chão com almofadas, entre outras possibilidades que serão descritas a seguir.
         As autoras italianas Galardini e Giovannini sugerem que sejam colocadas no chão da sala de aula estruturadas macias e firmes, constituídas por longas almofadas em forma de serpentes (cobertas com tecido colorido laváveis) que podem ser dispostas em diversas posições. Tais almofadas possibilitam a segurança das crianças, protegendo-as de eventuais quedas, e conferem uma dimensão lúdica ao ambiente.
         Também podem ser dispostos no chão da sala os chamados tapetes das sensações, que favorecem o contato da criança com diferentes texturas e também com os livros (de pano, plástico, entre outros) que serão oferecidos.Os tapetes das sensações são colchas formadas por retalhos de diferentes tecidos, que estimulam o tato das crianças no momento em que estão engatinhando, ou mesmo deitadas no chão.
         A construção de cabanas com tecidos coloridos, nos cantos da sala de aula, também despertam a atenção dos bebês e propiciam a interação dos mesmos com seus pares.
         Os livros gigantes, confeccionados em tecidos e espuma,podem ser dispostos no chão, para que as crianças interajam e deitem-se em cima deles.
  
Proposta de leitura

         As propostas de leitura desenvolvidas no berçário, conforme destaca Rizzoli, envolvem a leitura sem letras, com livros que as crianças podem tocar e também levar à boca.Tais materiais de leitura são chamados de livro-objeto.De acordo com a autora, o contato que o bebê tem com o livro é oral e o livro deve ser preparado considerando este fato.Dessa forma, os livros podem ser classificados como livros de pegar, livros de escutar e de olhar.Tais materiais são adaptados para crianças bem pequenas e, portanto, confeccionados com plástico, pano ou papelão comestíveis ( entre outros materiais) que possibilitam às crianças até mesmo mastigá-los.Assim, percebe-se que o livro, além de ser um instrumento de conhecimento, passa a construir-se em meio de promover o relacionamento entre os bebês, seus pares e o professores.Embora as crianças não leiam ( no sentido estrito do termo), o objetivo é ensiná-las a gostarem dos livros.
         Desse modo, após a preparação do ambiente de sala de aula para realização da leitura e manipulação de livros, podem-se utilizar CDs com canções instrumentais, cantigas de roda e cantigas de ninar, antes de iniciar a leitura da história selecionada.Caso a professora não tenha rádio-Cd disponível, ela mesma pode cantar uma música para as crianças.A música entra em cena como um marcador de que a sessão de história irá começar, de que o ambiente foi preparado e de que todos estão reunidos para vivenciarem experiências com sons, palavras e gestos. Podem ser feitas leituras de contos de fadas, parlendas, poesias e até mesmo histórias inventadas pela própria docente.
         No momento da leitura,sugerimos que sejam utilizados recursos sonoros, como entonação da voz do narrador, instrumentos de percussão e também dinâmicas envolvendo movimento, como teatro de sombra, expressão corporal e gestual da professora, teatro de fantoches e manipulação de móbiles com personagens.Outras Pesquisas corroboram com tal argumento, pois a autora percebeu, na creche em que desenvolveu seu trabalho de campo, o envolvimento dos bebês durante as sessões de histórias contadas pelas professoras, que encenavam pequenas fábulas com auxílio de fantoches e até inventavam novos desfechos para elas.Também foi percebido o modo como os bebês interagiam durante a manipulação e apreciação dos livros.
         Mas, quando devem ser realizadas leituras para as crianças e o contato com os livros? Nessa resposta, acompanhamos os estudos desenvolvidos pelos autores Hohman, Banet e Weikart, quando destacam em suas pesquisas feitas em instituições de Educação Infantil, que as leituras devem ser realizadas para as crianças sempre que haja oportunidade: “Durante o tempo do trabalho, no fim do dia, para as que chegam mais cedo, depois do almoço”...entre outras situações que o professor considerar conveniente.
         Sendo assim, consideramos imprescindível essas leituras sejam feitas desde o berçário, no intuito de que as crianças desenvolvam seus próprios sentimentos com relação ao que ouvem, de que interajam com seus pares e professores, de que se sintam acolhidas em um momento de atenção e cuidado, e que vivenciem experiências para o desenvolvimento da múltiplas inteligências, principalmente aquela referente à linguagem.


Texto extraído de: http://www.learningfun.com.br/new/noticiascometariosVer.asp?id=224   

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Organizacao do Espaço e do Tempo na Educação Infantil


Programa do Curso de Pedagogia Unesp/Univesp.A organização do espaço e do tempo faz parte dos Parâmetros Básicos de Infraestrutura para Instituições de Educação Infantil (MEC) e é responsável pela rotina das crianças. A equipe da UnivespTV visitou duas escolas, em São Caetano do Sul (SP) e Brasília (DF), onde este conceito é bem aplicado. A visão de especialistas no assunto reforça sua importância para o desenvolvimento infantil.


Cuidar, Educar e Brincar


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Entrevista com Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva sobre Bullying


Entrevista com Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva sobre bullying (violencia escolar), tema do livro de sua autoria - Bullying: mentes perigosas nas escolas.

Programa: Sem Censura
Apresentação: Leda Nagle
Participação: Bernardo Sabino (produtor), Ricardo Tozzi (ator) e George Israel (cantor e compositor).
Exibido em: 01/06/10

Bullying, por quê?

Assista o documentário “Bullying, por quê?” produzido pela escola Getúlio Vargas da cidade de Resende no estado do Rio de Janeiro. 


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Mini Curso: Ferramentas da Web 2.0 na educação: em especial o caso do Twitter (ESUD VIII)

Estão abertas as inscrições para o VIII Congresso Brasileiro de Ensino Superior a Distância (ESUD). O evento acontece em outubro, na histórica Ouro Preto, Minas Gerais e tem como tema “A EAD e a transformação da realidade Brasileira”. Podem participar alunos, tutores, professores, coordenadores de pólo, gestores e demais interessados em EAD. Até o dia 9 de setembro, a inscrição tem desconto.

Para se inscrever os interessados devem acessar o link “Inscrição”, no site oficial do evento.

O VIII ESUD acontece entre os dias 3 e 5 de outubro, no Centro de Artes e Convenções da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). A programação contará com palestras nacionais e internacionais, mesas redondas, conferências, minicursos e grupos de discussão, além da apresentação de trabalhos relacionados ao ensino superior a distância. O ESUD contará ainda com diversas atividades culturais na cidade histórica mineira.

Merece destaque o Mini Curso elaborado pela pesquisadora Amanda Tolomelli Brescia “Ferramentas da Web 2.0 na educação: em especial o caso do Twitter”. Brescia sempre disponibiliza textos atuais e dinâmicos nesse blog. Leiam alguns deles:


 
O ESUD é realizado pela Associação Universidade em Rede (UniRede). Nesta edição, o Congresso é organizado por um consórcio de instituições públicas federais do estado de Minas Gerais, as universidades de Juiz de Fora, Ouro Preto, Lavras, Itajubá, Viçosa, Alfenas e São João del Rei.

Outras informações

www.esud2011.ufop.br

www.twitter.com/esud2011

www.facebook.com/esud2011

Tel: (31) 3559 -1931

Assessoria de Comunicação ESUD 2011

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Educação no Brasil: a História das rupturas

Autor: José Luiz de Paiva Bello


Período da Abertura Política (1986 - 2003)

No fim do Regime Militar a discussão sobre as questões educacionais já haviam perdido o seu sentido pedagógico e assumido um caráter político. Para isso contribuiu a participação mais ativa de pensadores de outras áreas do conhecimento que passaram a falar de educação num sentido mais amplo do que as questões pertinentes à escola, à sala de aula, à didática, à relação direta entre professor e estudante e à dinâmica escolar em si mesma. Impedidos de atuarem em suas funções, por questões políticas durante o Regime Militar, profissionais de outras áreas, distantes do conhecimento pedagógico, passaram a assumir postos na área da educação e a concretizar discursos em nome do saber pedagógico.

No bojo da nova Constituição, um Projeto de Lei para uma nova LDB foi encaminhado à Câmara Federal, pelo Deputado Octávio Elísio, em 1988. No ano seguinte o Deputado Jorge Hage enviou à Câmara um substitutivo ao Projeto e, em 1992, o Senador Darcy Ribeiro apresenta um novo Projeto que acabou por ser aprovado em dezembro de 1996, oito anos após o encaminhamento do Deputado Octávio Elísio.

Neste período, do fim do Regime Militar aos dias de hoje, a fase politicamente marcante na educação, foi o trabalho do economista e Ministro da Educação Paulo Renato de Souza. Logo no início de sua gestão, através de uma Medida Provisória extinguiu o Conselho Federal de Educação e criou o Conselho Nacional de Educação, vinculado ao Ministério da Educação e Cultura. Esta mudança tornou o Conselho menos burocrático e mais político.

Mesmo que possamos não concordar com a forma como foram executados alguns programas, temos que reconhecer que, em toda a História da Educação no Brasil, contada a partir do descobrimento, jamais houve execução de tantos projetos na área da educação numa só administração.

O mais contestado deles foi o Exame Nacional de Cursos e o seu "Provão", onde os alunos das universidades têm que realizar uma prova ao fim do curso para receber seus diplomas. Esta prova, em que os alunos podem simplesmente assinar a ata de presença e se retirar sem responder nenhuma questão, é levada em consideração como avaliação das instituições. Além do mais, entre outras questões, o exame não diferencia as regiões do país.

Até os dias de hoje muito tem se mexido no planejamento educacional, mas a educação continua a ter as mesmas características impostas em todos os países do mundo, que é mais o de manter o "status quo", para aqueles que freqüentam os bancos escolares, e menos de oferecer conhecimentos básicos, para serem aproveitados pelos estudantes em suas vidas práticas.

Concluindo podemos dizer que a História da Educação Brasileira tem um princípio, meio e fim bem demarcado e facilmente observável. Ela é feita em rupturas marcantes, onde em cada período determinado teve características próprias.

A bem da verdade, apesar de toda essa evolução e rupturas inseridas no processo, a educação brasileira não evoluiu muito no que se refere à questão da qualidade. As avaliações, de todos os níveis, estão priorizadas na aprendizagem dos estudantes, embora existam outros critérios. O que podemos notar, por dados oferecidos pelo próprio Ministério da Educação, é que os estudantes não aprendem o que as escolas se propõem a ensinar. Somente uma avaliação realizada em 2002 mostrou que 59% dos estudantes que concluíam a 4ª série do Ensino Fundamental não sabiam ler e escrever.

Embora os Parâmetros Curriculares Nacionais estejam sendo usados como norma de ação, nossa educação só teve caráter nacional no período da Educação jesuítica. Após isso o que se presenciou foi o caos e muitas propostas desencontradas que pouco contribuíram para o desenvolvimento da qualidade da educação oferecida.

É provável que estejamos próximos de uma nova ruptura. E esperamos que ela venha com propostas desvinculadas do modelo europeu de educação, criando soluções novas em respeito às características brasileiras. Como fizeram os países do bloco conhecidos como Tigres Asiáticos, que buscaram soluções para seu desenvolvimento econômico investindo em educação. Ou como fez Cuba que, por decisão política de governo, erradicou o analfabetismo em apenas um ano e trouxe para a sala de aula todos os cidadãos cubanos.

Na evolução da História da Educação brasileira a próxima ruptura precisaria implantar um modelo que fosse único, que atenda às necessidades de nossa população e que seja eficaz.

REFERÊNCIAS

LIMA, Lauro de Oliveira. Estórias da educação no Brasil: de Pombal a Passarinho. 3. ed. Rio de Janeiro: Brasília, 1969. 363 p.

PILLETTI, Nelson. Estrutura e funcionamento do ensino de 1o grau. 22. ed. São Paulo: Ática, 1996.

________ . Estrutura e funcionamento do ensino de 2o grau. 3. ed. São Paulo: Ática, 1995.

________ . História da educação no Brasil. 6. ed. São Paulo: Ática, 1996a.

ROMANELLI, Otaíza de Oliveira. História da educação no Brasil. 13. ed. Petrópolis: Vozes, 1991.

domingo, 7 de agosto de 2011

História da Educação - Segunda Parte Ditadura Militar (1964-1985)


RUPTURAS E PERMANÊNCIAS NA HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO

BRASILEIRA: Do regime militar à LDB/96.

Autor: Luís André Oliveira de Assis

O período entre 1964 a 1985 foi, sem dúvida, um dos mais significativos e transformadores da história educacional do Brasil. Uma época marcada pela intervenção militar, pela burocratização do ensino público, por teorias e métodos pedagógicos que buscavam restringir a autonomia dos educadores e educandos, reprimindo à força qualquer movimento que se caracterizasse barreira para o pleno desenvolvimento dos ideais do regime político vigente, conduzindo o sistema de instrução brasileiro a uma submissão até o momento inigualável.

Este momento é um espaço privilegiado para os pesquisadores, que aí encontram diversificadas fontes necessárias à composição do quebra-cabeça que é a história brasileira. Todavia, é difícil e deve-se ter cuidado ao analisar a história recente, isso porque ao pesquisar o que é relativamente atual pode-se encontrar uma série de dificuldades, como explica Schaff:

“... O mais difícil é escrever a história imediata, contemporânea... é inevitável um comprometimento direto nos acontecimentos... é mais difícil dispor de fontes, mais ou menos elaboradas...”. (SCHAFF, 1983, p.11).

Contudo, o enfoque dirigido a esse período não significa que relego a segundo plano os períodos anteriores ou posteriores, mas, centro-me neste, por ser um momento de importantes modificações no cenário social, político e econômico do Brasil, inclusive na esfera educacional, através de reformas pedagógicas que influenciaram as perspectivas educacionais subseqüentes.

Entretanto, ao discutir o sistema de instrução brasileiro, devemos ampliar o panorama analítico, tendo em vista a sua complexidade. Considerando que o mesmo segue uma linha histórica de reformas, projetos e revisões em suas base e, sendo cada período único em suas especificidades, nenhuma época ou objeto histórico pode ser comparado com as demais no sentido de efetuarem-se avaliações ou pré-julgamentos. Estaríamos, assim, cometendo anacronismo e transgredindo as funções da história.

Nos cabe, porém, observar de forma sucinta, as diversas reformas ocorridas desde o período ditatorial, levantando questionamentos sobre as práticas docentes, a formação do professor e o grau de atenção dispensado pelo Estado na valorização de suas funções, bem como do sistema de ensino de uma forma geral. Instalados no poder e tendo se apropriado de toda a máquina pública de forma autoritária, os militares, juntamente com a elite conservadora, esforçaram-se no objetivo de suplantar qualquer manifestação cultural que pusesse em risco a sua estrutura ideológica:

... Procurou-se evidenciar que a política do governo militar empenhou-se na destruição cultural das forças que poderiam resistir à barbárie. Ao se impor pela força, adotando um modelo conseqüente e coerente com a Doutrina de Segurança Nacional, a ditadura mostrou a sua verdadeira natureza em termos culturais. E cumpriu a ‘profecia’ do comandante da invasão da UnB, coronel Darci Lázaro: ‘Se essa história de cultura vai nos atrapalhar a endireitar o Brasil, vamos acabar com a cultura durante trinta anos’. (CHIAVENATO, 2004, p.149).

Neste sentido, os militares não trouxeram qualquer benefício à educação e a cultura brasileira “... Somente uma visão bastante condescente com os ditadores poderia encontrar indícios de algum saldo positivo na herança deixada pela ditadura militar”. Ainda neste raciocínio, cabe perguntar: Dentro de uma perspectiva social, Como esse modelo, baseado na repressão, permeou a mentalidade nacional em meio século XX? Quais as suas promessas e influências diretas ou indiretas nos dias atuais? Por que tais acontecimentos se processaram desta forma? (GHIRALDELLI, 2003, p.121).

Para entendermos as modificações impostas ao sistema de educação do Brasil e as conseqüências diretas e indiretas na sua estrutura, o que é possível percebermos atualmente, faz-se imprescindível a analise do contexto da época, o qual serviu para instauração da ditadura militar. Verificamos aí, além da instabilidade econômica pela qual se encontrava o país, das disputas políticas entre os partidos, além do aumento oposicionista, a insegurança nacional frente à manipulação conservadora contrariando a inserção de uma república comunista ou “pró-soviética”.

O pensamento pejorativo criado propositalmente pelo sistema militar era cabível devido ao estigma constituído em torno dos comunistas. Muitos alimentavam inequívocas e depreciativas informações a seu respeito, além de propagarem a idéia de que, assumindo a totalidade do governo iriam arruinar o Brasil em todos os aspectos, dentre muitos outros conceitos pré-estabelecidos, lançados e facilitados pela manipulação dos meios de comunicações por parte da elite conservadora brasileira.

Havia um terreno propício para o maniqueísmo: Enquanto os Estados Unidos estariam, na mentalidade de alguns, comprometidos com os ideais que consideravam democráticos, ou seja, o bem; a União Soviética seria o mal, influenciando e disseminando os ideais comunistas. De alguma maneira, estas informações, que também circularam no cenário internacional, geraram sérias crises no campo econômico, visto que o Brasil dependia, basicamente, do capital externo (principalmente do EUA), tendo como conseqüências imediatas o aumento da inflação, a desvalorização da moeda nacional, o desemprego em massa, o aumento da criminalidade, a intensificação oposicionista, entre outros fatores, culminando na deposição do então presidente da república João Goulart (O Jango).

Os militares incitaram o sentimento de descontentamento e insegurança da nação, estimulando uma série de expressões públicas contrárias ao governo Jango e, por conseqüência, atingiram o seu principal objetivo: controlar plenamente o Brasil. Também contaram, num primeiro instante, com o apoio de vários segmentos civis, inclusive de empresas privadas e da própria Igreja Católica. Conscientes das suas metas utilizaram-se de um contexto, de um povo, de uma nação cuja fragilidade era detectada facilmente em vários setores da sociedade. A partir de 1968, a ditadura militar, gradativamente, começava a se desprender das forças sociais que as apoiou, intensificando suas ações cada vez mais repressoras. Assim, esta forma adotada pelo regime militar gerou contradições entre os interesses dos setores sociais e dos militares, que passaram a cassar os direitos políticos, perseguir e punir quem se constituísse obstáculo para o sistema.

Neste período, diversos partidos políticos, inclusive o PCB, foram extintos e a democracia, bem como a cidadania, foram restringidas. A censura, muitas vezes contrária à própria razão, a anulação do direito político dos cidadãos, as perseguições políticas, as invasões a estabelecimentos de ensino, a repressão (cada vez maior), os assassinatos, os seqüestros e outras formas desumanas de relacionamento são colocadas em prática neste momento.

Considerada pelos educadores como reflexo da sociedade qual está inserida e a partir de tantas implicações nas estruturas do país, o sistema de educação não poderia ficar imune às transformações cada vez mais intensas. Com a sede de desenvolvimento econômico, o desejo pelo poder e como forma de enquadrar a maior parte da sociedade num sistema político autoritário, os militares desenvolveram um método de ensino centrado em formar pessoas, não para a vida social, mas para o mercado de trabalho. Tentaram adequar o sistema educacional brasileiro aos seus interesses políticos, firmando diversos convênios, entre eles, o acordo entre o Ministério da Educação (MEC) e a United States Agency of Internatinonal Development (USAID). Essa parceria comprovava a subserviência da política governamental brasileira aos interesses políticos e econômicos estadunidenses, abrindo caminho, a certo ponto, à política neoliberal.

O modelo proposto pelo USAID se beneficiou de uma situação concreta: a ascensão das multinacionais criou os seus próprios “intelectuais orgânicos”, que amoldam ou cooptam as elites culturais, e estas, por serem ou sentirem-se ‘elites’, chamam a si a responsabilidade (e o poder) de ditar as regras da cultura... Não é um modelo nascido do nada ou imposto gratuitamente: corresponde a uma necessidade do sistema e a uma conveniência de classe. (CHIAVENATO, 2004: pp.46-47).

A parceria MEC-USAID intencionava para o país uma instrução baseada nos moldes da educação norte-americana. Pregavam um sistema educacional tecnicista, excludente e sem nenhuma atenção à educação básica pública, em suma, não visava desenvolver o senso crítico dos educandos, menos ainda um entendimento real do seu quadro social (que são metas básicas da LDB/96), ao contrário, fazia brotar em cada educando o sentimento involuntário de individualismo, manifestado através da competitividade gerada pelo sistema, uma vez que, as teorias reprodutivistas propagavam a idéia de uma “escola reflexo” da sociedade capitalista.

A concepção de que a instrução era a melhor forma de combater a miséria não fazia parte da mentalidade de quem não queria perder o poder e estava disposto a mantê-lo a todo custo. Para tanto precisavam agir de determinados modos e tomar certas atitudes para que o povo não “despertasse” e entendesse na educação o seu verdadeiro teor:

... Se pautou em termos educacionais pela repressão, privatização do ensino, exclusão de boa parcela dos setores mais pobres do ensino elementar de boa qualidade, institucionalização do ensino profissionalizante na rede pública regular sem qualquer arranjo prévio para tal feito, divulgação de uma pedagogia calcada em técnicas... e não raro confusa legislação educacional.... (HAIDAR & TANURI, 2002,p.59-60).

No que concerne a esfera educacional, observamos, desde o período colonial, diversas modificações em suas estruturas. Muitas delas, senão todas, acompanharam o desenvolvimento e interesses políticos e econômicos do Estado, encontrando-se, quase sempre, numa posição secundária referente aos objetivos principais dos governantes. Na reforma pombalina, nota-se um intrínseco objetivo do Estado em laicizar a educação, atraindoa aos interesses econômicos e políticos do reino, como afirma Haidar e Tanuri:

... Ao afastar os jesuítas e ao assumir a responsabilidade pela instrução pública,Pombal pretendera não apenas renovar o ensino em seus métodos e processos, mas laiciza-lo em seus objetivos, colocando-os a serviço dos interesses civis e políticos do Império Luso. (HAIDAR & TANURI, 2002, p.59-60).

Considerando a distância contextual, na ditadura militar brasileira o objetivo foi um tanto que semelhante, embora (ressalto mais uma vez) cada qual em sua devida época. Os militares transformaram o sistema de instrução em um centro de formação para o mercado de trabalho, principalmente para as empresas multinacionais e para as indústrias, favorecendo prioritariamente aos interesses do Estado.

O Governo do Brasil, juntamente com outras parcerias, objetivando pôr em prática os seus planejamentos econômicos e políticos, reprimiu professores, burocratizou a educação, incluindo-a numa “linha hierárquica” dentro de um sistema militar, concorrendo para a constante perda da autonomia docente. Com essa política repressora e burocrata, os militares conduziram o sistema de ensino brasileiro às modificações em sua estrutura interna e externa, principalmente com as leis 5.540/68 e 5.692/71; reforma universitária e reforma do 2º grau, respectivamente.

A partir dessas reformas no ensino brasileiro, nota-se mais intensamente, um esforço por parte do Estado (comandado pelos militares) em submeter o sistema educacional a uma progressiva desvalorização. A lei nº 5.692/71, assim como a reforma universitária – elaboradas pelos militares - caracterizava a ‘materialização’ dos objetivos de uma determinada classe econômica e política em colocar a educação brasileira completamente sob os seus domínios, inserindo-a numa política cada vez mais rígida e burocrática.

Neste aspecto, as reformas trouxeram muitos retrocessos. Se a educação nunca fora tratada com a real consideração e importância, mesmo existindo, ainda que minimamente, “políticas e planos de educação como instrumentos efetivos de um desenvolvimento desejável”, neste regime político, todas essas possibilidades se esvaíram (AZANHA, 2002, p.111).

Os professores, talvez por serem um dos poucos capazes de influir a sociedade civil, de maneira a lhes abrir a consciência política e com isso lhes fazer entender o contexto pelo qual se encontrava o Brasil, foram duramente reprimidos e reduzidos a exercerem uma educação pautada na subserviência. Com relação à sua formação, o sistema tratou de distanciar cada vez mais ‘o profissional’ da realidade qual enfrentaria após sair da graduação. Havia, dentro dos próprios centros de formação superior e universidades, uma importância maior nas produções frutos de pesquisas científicas do que com a formação pedagógica do professor, como pontua Fonseca:

... Entretanto, durante as últimas três décadas do século XX, predominou o modelo de formação que combinava licenciaturas curtas e plenas de um lado e bacharelado de outro, estruturados com base na dicotomia conhecimentos específicos da disciplina/conhecimentos pedagógicos, preparação para o ensino/preparação para a pesquisa, conhecimentos teóricos/prática... Nos anos 80 ampliaram-se os debates entre os profissionais da área e a luta em defesa de um outro processo de formação,da profissionalização dos professores... A crítica à formação livresca, distanciada da realidade educacional brasileira, à dicotomia bacharelado/licenciatura se processou articulada à defesa de uma formação que privilegiasse o professor/pesquisador... (FONSECA, 2004, p.61-62).

Os militares tentavam a todo o momento, através de decretos, modelos pedagógicos e reformas educacionais, desvaloriza-los de suas funções essenciais: incentivador de cidadãos conscientes política e socialmente, formador de valores morais, de propagador da autonomia democrática... Nesse contexto, os professores, principalmente das ciências humanas e sociais, sofreram conseqüências, a saber, uma formação universitária pautada numa divisão proposital, implicando diretamente na construção da cidadania dos brasileiros, visto que esta é apoiada pela democracia:

... Modelo de formação inicial de professores de História e Geografia, realizados nos cursos de licenciatura curta de estudos sociais, instituídos no Brasil durante a ditadura militar, no interior do projeto de desqualificação estratégica, articulado a diversos mecanismos de controle e manipulação ideológica que vigoraram no Brasil no período do regime militar.... (FONSECA, 2004, p.60-64).

Essas ações, entendidas como antidemocráticas, propiciaram a formação de um modelo educacional onde a figura do professor restringia-se apenas a “transmitir conhecimentos”, avaliar alunos através de provas ou aplicar-lhes punições por infrações cometidas, ou seja, métodos e práticas didáticas que, aos dias atuais, são criticados e contrastados com novas tendências pedagógicas e intitulados como ‘tradicionais’, muito embora sejam realidades continuadas em grande parte das escolas brasileiras.

Face às inúmeras implicações vividas pela Educação Brasileira nas últimas décadas e intensificadas nos últimos dias, comprovadas pela defasagem das suas estruturas físicas e pedagógicas, a carência de condições necessárias para o seu pleno desenvolvimento, a exaustiva carga horária submetida aos professores em geral, a falta de motivação dos educadores e o conseqüente desinteresse dos educandos, sendo estes, resultados ainda da falta de prioridade dispensada por um Estado cada vez mais capitalista, culturalmente empenhado no desenvolvimento econômico e subserviente à modelos políticos internacionais, considero a época que compreende as décadas de 60 e 70 como uma das mais importantes da História brasileira e destaco-a como ponto de partida para a análise e entendimento dos conflitos em que se encontra a educação nacional nos dias atuais.

Muitos são os problemas enfrentados pelo sistema educacional no Brasil. Primeiramente, porque, como já explicitado, nunca fora tratado de forma séria, prioritária. Culturalmente, o Estado sempre colocou a educação em segundo plano, privilegiando apenas uma pequena parcela da população, a elite. Preocupava-se muito mais com a educação desta, sempre bem representada através de práticas políticas por ela elaboradas, enquanto a maior parte carecia de uma formação democrática, qualificada e séria, como alerta Cristovam Buarque:

... No Brasil nunca houve um compromisso de educar as massas brasileiras. A elite brasileira tem uma opção política, explícita ou não, de que basta educar os seus filhos - e ainda está educando mal. No Brasil se investe bem nos filhos dos ricos e basta ver que temos bons colégios particulares. (INEP, 2005).

Associando o que diz a LDB/96: “A educação básica tem por finalidades desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores” com a realidade empiricamente observada na esfera educacional, há constância de práticas referentes a períodos anteriores, ainda que a legislação educacional vigente aponte para novas perspectivas democráticas na formação do indivíduo, como relatado no trecho supracitado. Neste aspecto a educação brasileira não está conseguindo cumprir os seus objetivos, ao menos em nível público, sendo este o padrão possível para a maior parte do Brasil atualmente.

É cada vez mais constante o número de analfabetos, neste caso me refiro ao ‘analfabetismo funcional’, aquele que é, talvez, o mais grave e preocupante. (RIBEIRO, 2005). Esta forma de analfabetismo dentre as outras tantas existentes, se caracteriza pela incapacidade do seu portador de ir mais além da simples aptidão de assinar o próprio nome ou decifrar signos lingüísticos, não sendo capaz de entender ao menos o que lê ou vê, muito menos o que se processa numa estrutura tão complexa como é a política. Além desta modalidade, está o mais tradicional, que é o analfabetismo gerado pela não escolarização.

Adotando esta perspectiva, o sistema educacional não pode e não deve ser responsabilizado solitariamente. A educação não muda a estrutura e a mentalidade social sozinha, ela deve fazer parte de uma conexão com as demais instituições de poder, na intenção de verdadeiramente cumprir os seus objetivos: desenvolver, assegurar e fornecer. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), datada do ano de 2003, 11,06% da população nacional é analfabeta, fato que para um país em vias de desenvolvimento é uma incongruência, constatando, assim, a falta de apoio advinda do Estado e a conseqüente ineficiência do ensino público. (FOLHA DE SÃO PAULO, 2005). O relatório final do grupo de trabalho sobre financiamento da educação, realizado através do MEC, afirma que para elevar um pouco o nível de qualidade da instrução pública, seria necessário 8% do PIB (Produto Interno Bruto), o que atualmente não passa de 4,3%.

O que nos chama a atenção é a semelhança em termos de investimento federal à educação em relação ao período ditatorial: segundo Chiavenato: “... Em 1965, encaminhou-se 11,07% do orçamento federal à educação; nove anos depois, a verba correspondia a apenas 4,95%”. Esses dados nos confirmam ainda mais a influência e as conseqüências oriundas do sistema educacional do regime militar brasileiro. (CHIAVENATO, 2004, p.145).

Trilhando tais caminhos, a educação nossa não está desenvolvendo realmente o educando, muito menos lhes formando a consciência de cidadania ou a noção crítica devida e apontada na LDB/96. Há uma notável diferença naquilo que está escrito e é atribuído como lei geral para aquilo que efetivamente ocorre na prática. Entretanto, seria um equívoco e até injusto afirmar que a LDB/96 não trouxe melhorias ao sistema educacional, principalmente no que concerne às políticas de inclusão social e projetos inéditos, tais como os Parâmetros Curriculares (PCN’s), ainda que insuficientes para a resolução das mazelas do sistema de instrução pública no Brasil, contudo, ainda não houve um observável rendimento na realidade vivida por grande parte da população nacional no que se refere ao desenvolvimento dos objetivos educacionais traçados por estas diretrizes.

O que instiga pesquisar este tema é a evidência de um resquício educacional que ainda perdura nos dias atuais. As diversas dificuldades encontradas pelos professores (da rede pública ou privada), associando-se a falta de incentivo, exploração, opressão, salários incompatíveis ao trabalho desenvolvido, sistema pedagógico ineficiente e burocrático, educandos desmotivados, a submissão do docente a uma sobrecarga exaustiva de trabalho, ficando este impossibilitado de dedicar-se a outras atividades, ou até mesmo à família, devido às atividades que desenvolvem fora do espaço escolar (AC’s), dentre outros problemas que já fazem parte do cotidiano do docente, é fruto, direta ou indiretamente, deste sistema fantasma que, em parte, ainda perdura, simbolizado por algumas de suas práticas.

O sistema político do Brasil, influenciado pelo neoliberalismo, tende a alimentar a não intervenção do Estado na educação, assim como em outros segmentos sociais. Esta idéia há muito defendida pelo sistema político de 64, se faz presente e fornece um perigo intenso. Se com o apoio do Estado a educação caminha com dificuldades, sem esse apoio e com o modelo econômico exploratório e corrupto que vigora no Brasil, o sistema educacional tende a entrar num caos sem medidas, deteriorando o desenvolvimento do país, já que este é medido, segundo Dimenstein, pelo nível de educação do seu povo. (DIMENSTEIN, 2000, p.158).

Mas, assim como a “roda da história”, a educação não é estanque, ela se movimenta gradativamente, e, com base nisto, é válido acreditar que a educação brasileira possa ser caracterizada como uma instituição em vias de mudanças, em processo de redemocratização, de transformações constantes.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AZANHA, José Mário Pires. “Planos e Políticas de educação no Brasil: Alguns pontos para reflexão”. In: Estrutura e Funcionamento da Educação Básica (vários autores) São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2002.

BUARQUE, Cristovam. “A educação é uma questão cultural”. (entrevista on line). Disponível na Internet via http://www.inep.gov.br. Acessado em 10 de Agosto de 2005.

CHIAVENATO, Júlio José. O golpe de 64 e a ditadura militar. São Paulo: Moderna, 2004.

DIMENSTEIN, Gilberto. O cidadão de papel: A infância, a adolescência e os direitos humanos no Brasil. São Paulo: Ática, 2000.

FONSECA, Selva Guimarães. Didática e prática de ensino de História. Campinas: Papirus, 2004.

GHIRALDELLI JR, Paulo. Filosofia e História da Educação Brasileira. São Paulo: Manole, 2003.

HAIDAR, Maria de Lourdes Mariotto & TANURI, Leonor Maria. “A educação Básica no Brasil”. In: Estrutura e Funcionamento da Educação Básica (vários autores). São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2002.

SCHAFF, Adam. História e verdade. São Paulo: Martins Fontes, 1983.

VIEIRA, Evaldo. Estado e miséria social no Brasil de Getúlio a Geisel. São Paulo: Cortez, 1983.