Este é um espaço para discussão e informação sobre educação em suas diversas modalidades.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Novos cursos de graduação terão de priorizar as didáticas específicas de cada disciplina

As novas diretrizes para a criação de cursos de Pedagogia, aprovadas pelo Ministério da Educação (MEC) em junho de 2010, não deixam margem a dúvidas: o objetivo prioritário deve ser a formação de professores para a Educação Infantil e os anos iniciais do Ensino Fundamental. Na prática, isso quer dizer que, quanto maior for a vocação dos novos cursos para a capacitação profissional, maior será a chance de eles terem sua abertura autorizada. Espera-se, com isso, que os educadores formados por essas instituições cheguem às salas de aula mais qualificados para lidar com os eixos de trabalho de creche e de pré-escola e as didáticas específicas das disciplinas do 1º ao 5º ano.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Disléxicos tendem a ser mais empreendedores, sugere documentário

Seriam os disléxicos mais propensos ao empreendedorismo? É o que sugere o documentário Journey into Dyslexia, que foi ao ar na TV norte-americana ontem (11/05) à noite.

Dos premiados diretores Alan e Susan Raymond, o filme mostra a história de diversas personalidades disléxicas de destaque, incluindo empreendedores de sucesso.

Nomes de peso do mundo empresarial, como Richard Branson (fundador da Virgin), Ted Turner (magnata da mídia), John Chambers (CEO da Cisco) e até Henry Ford estão na lista dos que sofriam da condição ligada a dificuldades no aprendizado, especialmente na codificação das palavras.

“Há uma lista enorme de pessoas que são disléxicas – Thomas Edison, Steve Jobs, Einsten, Pablo Picasso, entre outros. Já é uma ideia bem aceita que essa forma diferente de organização do cérebro e do pensamento é muito inovadora, visionária e criativa”, disse Susan Raymond, em entrevista à HBO.

A relação entre dislexia e empreendedorismo foi objeto de estudos no passado. Uma pesquisa de 2004, da Cass Business School, concluiu que 20% dos empreendedores ingleses eram disléxicos – média bastante superior à porcentagem de disléxicos na população do país, que era de 4%.

Nos Estados Unidos, os mesmos pesquisadores obtiveram resultados ainda mais impressionantes: 35% dos empreendedores entrevistados eram disléxicos. De acordo com o estudo, os disléxicos seriam mais propensos a delegar tarefas e se sair bem na resolução de problemas e ao falar em público.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Para ser um bom professor é preciso ter dom e vocação?

Extraído de: Revista Nova Escola

Para ser um bom professor é preciso ter dom e vocação, está afirmativa é um mito.

Por que é um mito - A docência não é uma capacidade inata, e sim uma carreira que, como outras, pressupõe esforço pessoal e formação que possibilitem o domínio de aspectos teóricos e práticos ligados à aprendizagem.

Por que derrubá-lo - Um dos grandes desafios do país é a revalorização da carreira docente - com bons salários e condições de trabalho dignas para os educadores. Para que isso ocorra, é necessário que todos tenham acesso à formação inicial e continuada de qualidade. Só com estudos constantes, planejamento e dedicação, é possível ser um bom professor, ou seja, ensinar todos os estudantes.

"Não é admissível que alguém lecione apenas porque gosta de crianças ou acredita que leva jeito. A docência exige conhecimentos científicos." Carlos Roberto Jamil Cury, professor titular aposentado da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Leia sobre outros 14 mitos que envolvem a prática docente em:

terça-feira, 10 de maio de 2011

Interesse por cursos on-line cresce com grau de escolaridade

Relatório do Ipea mostra que penetração da educação à distância é maior entre brasileiros universitários, da classe A e empregados

Um estudo divulgado nesta terça-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que os usuários mais escolarizados, integrantes da classe A ou B e que estão empregados são os usuários de internet que mais recorrem à modalidade de educação à distância. Os dados são provenientes do Boletim Radar: Tecnologia, Produção e Comércio Exterior, elaborado pelo Comitê Gestor da Internet (CGI), e mostra que 21% dos usuários de internet da classe A fizeram algum curso on-line em 2009. Na classe B, a taxa cai para 14%, e na C, para 10%. Na classe D e E, o percentual é de apenas 4%.

Entre os usuários de internet com ensino superior, 22% realizaram cursos à distância, ante 8% de pessoas com ensino médio completo. Entre aqueles com ensino fundamental, a cifra cai para 5%. Já entre empregados, a penetração da educação à distância chega a 13%, ante 10% entre os desempegados.

De acordo com Boletim Radar, a banda larga impulsionou o acesso a cursos à distância no Brasil. "A banda larga traz benefícios para a sociedade ao propiciar que cidadãos e empresas tenham acesso mais rápido às informações, ao agilizar a comunicação, ao possibilitar práticas como a telemedicina e a educação", diz o relatório do Ipea.

Extraído de :http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/interesse-por-cursos-on-line-cresce-com-grau-de-escolaridade



A importância da Cibercultura para com a sociedade

A importância da Cibercultura para com a sociedade

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Professora Andréa Serpa da UFF fala sobre os 50 anos da LDB

Escrito por: Nayra Garofle

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), que tem como objetivo regularizar o sistema de educação brasileiro, completará 50 anos no dia 20 de dezembro. Para debater o assunto, o Conexão Professor entrevistou a Professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense (UFF), Andréa Serpa. Ela fala sobre o sistema educacional brasileiro, o que mudou e o que precisa mudar de acordo com a atual LDB.

Conexão Professor (CP) - O ensino brasileiro ainda sofre muitas críticas. De uma forma geral, como a senhora o avalia?

Andréa Serpa - Não se pode avaliar um sistema de ensino isolado de seu contexto social, político e econômico. Avalio que a escola brasileira, seus professores e alunos são sobreviventes corajosos de uma realidade que os violenta frequentemente. Nossa sociedade vem dando mostras de seu fracasso diariamente nos jornais. Uma sociedade que produz, se alimenta e valoriza o perverso, o grotesco e vulgar. Infelizmente os jovens que trabalham, estudam e produzem alternativas não aparecem na mídia. Professores que ensinam, apesar de toda adversidade, não são frutos para manchetes. O ensino brasileiro é bom? Não, claro que não. Está longe de atingir a qualidade que acredito seja direito dos cidadãos. Mas o ensino não mudará sozinho uma sociedade bélica, consumista e preconceituosa. E com esta sociedade formando o que forma, não vejo como este ensino irá produzir bons frutos: mesmo quando altamente escolarizados. É preciso um projeto coletivo para a sociedade, no qual a escola seja uma instituição privilegiada para produzir essa mudança, mas não a única, e tampouco sozinha.

CP - O Novo Plano Nacional de Educação tem 20 metas, quatro são ligadas à valorização do professor. Qual é a sua avaliação sobre o PNE?

Andréa Serpa - A minha avaliação é que temos metas demais e concretizações de menos. A LDB de 1996 também tinha metas. É preciso vontade política e compromisso com a nação para que se faça. É preciso valorizar o professor, primeiro oferecendo um plano de carreira decente e concreto, no qual sua formação e experiência sejam valorizadas não no papel, mas no contracheque; condições de trabalho com recursos materiais e humanos que apóiem a prática docente; ter sua formação, seus saberes respeitados, não ser tratado como um mero executor, mas como intelectual que é.

CP – E em se tratando dos docentes, qual seria a solução para que a vontade de trabalhar com empolgação e criatividade não fosse dominada pelo desânimo e a desilusão quanto ao magistério?

Andréa Serpa - Primeiro ser respeitado, recuperando a autoridade docente. Oferecendo um ambiente de trabalho digno, um salário digno, estabelecendo uma relação digna e respeitosa com os professores deste país.

CP - Dentre as características da LDB de 1996 está a inclusão da educação infantil, ou seja, o acesso às creches. Porém, sabemos que este acesso ainda é difícil. De que forma podemos melhorar esta situação?

Andréa Serpa - O texto da lei é claro: toda criança de quatro anos tem que ter vaga em escola próxima à residência. O caminho para garantir que isso seja cumprido é o mesmo que deveríamos usar para exigir a carga horária e os dias letivos, para não aceitar que turmas fiquem sem professores por meses e meses, e também está previsto na mesma lei: acionar o Ministério Público e exigir que o poder público cumpra com suas obrigações, assim como ele nos exige que cumpramos com as nossas, cabendo inclusive uma ação de responsabilidade sobre os gestores que assim não o garantirem.

CP - Na situação atual da educação há questões contraditórias como: a falta de vagas nas escolas e, ao mesmo tempo, o abandono e a evasão? O que leva a este quadro e como revertê-lo?

Andréa Serpa - Falta de vagas é um problema de gestão. Esse é um problema crônico no país. O abandono e a evasão são fruto do fracasso escolar que a escola produz. Para reverter esse quadro, basta prestar atenção em tudo que foi produzido teoricamente sobre inclusão escolar desde Paulo Freire e principalmente nas décadas de 80 e 90. Precisamos ter uma alfabetização que respeite os processos de construção da língua por este sujeito e não alfabetizações mecanicistas, que nunca deixamos de ter; precisamos ter um currículo que respeite a cultura desse aluno e a partir dela amplie suas possibilidades de conhecer outras culturas; precisamos de um processo de avaliação que não o classifique e desqualifique, mas que investigue suas possibilidades de aprendizado, valorizando o que ele sabe, o que ele consegue o que ele já é, para plantar o desejo de querer ser mais. Resumindo, precisamos retomar tudo o que já foi dito e dessa vez nos comprometermos com os conhecimentos que são produzidos sobre educação neste país desde o século passado, ao invés de querer reproduzir infinitamente uma escola tecnicista ou jesuíta, que definitivamente, não inclui estas crianças. Os gestores deveriam prestar mais atenção nas pesquisas que são produzidas no Brasil sobre a escola brasileira do que tentar importar escolas finlandesas. Aqui não é a Finlândia.

Andréa Serpa é graduada em Pedagogia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Mestre e Doutora em Educação pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Atualmente é Professora Adjunta da Faculdade de Educação da UFF.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Curso gratuito a distância "Controle Social e Cidadania"

Dia 6 de maio, a Controladoria-Geral da União (CGU) abrirá inscrições para 1.000 vagas no curso a distância "Controle Social e Cidadania". O curso será gratuito e realizado totalmente pela Internet, entre 2 de junho e 3 de julho.

Voltado para todo cidadão interessado em saber mais sobre como acompanhar a gestão pública, especialmente as lideranças locais, conselheiros, e representantes sociais, o Curso "Controle Social e Cidadania" está estruturado em três módulos de estudo:

Módulo I - "A participação popular no Estado brasileiro"
Módulo II - "O controle das ações governamentais"
Módulo III - "O encaminhamento de denúncias aos órgãos responsáveis"
Para participar, basta ter acesso à internet, um endereço de e-mail e conhecimentos básicos navegação.

Os participantes serão avaliados com base em sua participação nos fóruns de discussão e questionários objetivos. Os participantes que obtiverem aproveitamento mínimo de 70% receberão certificado.

As inscrições poderão ser feitas no endereço www.escolavirtual.cgu.gov.br do dia 6 até o dia 10 de maio, ou enquanto houver vagas.